ComunicaçãoIsoladoMovimento
Vocabulário e projeção de voz
Trabalhar a voz e o vocabulário de comunicação como competência isolada, antes de a pôr ao serviço de uma decisão de jogo — sobretudo com guarda-redes jovens, a quem gritar não sai naturalmente.
Escolhe a sessão e o exercício fica integrado no plano do dia.
Carga
- minutos
- 5
- Intensidade
- Baixa
- Séries e repetições
- 2 × 8
Dias do microciclo em que serve
MD+1, MD+2, MD-4, MD-3, MD-2, MD-1
A altura de cada barra é o teto de mergulhos desse dia.
Montagem
- Guarda-redes
- 1
- servidor
- 0
- jogador de campo
- 0
Espaco: 20 × 12 m
Material: Sinalizadores
O treinador assume o servico e controla as pausas.
O treinador afasta-se progressivamente e levanta a mão a pedir uma indicação. O guarda-redes responde com a indicação correta do vocabulário combinado, com volume suficiente para ser ouvido à distância marcada.
Pontos de coaching
- Indicações curtas e sempre as mesmas: «minha», «tua», «sobe», «segura», «tempo». Vocabulário inconsistente não se aprende.
- A voz sai do diafragma, não da garganta — quem grita da garganta fica rouco aos vinte minutos.
- Terminar a indicação antes de a ação começar: uma indicação a meio já não serve.
- Praticar o desconforto: para muitos guarda-redes jovens, o obstáculo é social, não técnico.
Progressões
- Aumentar a distância até 30 metros, o comprimento real de uma linha defensiva.
- Acrescentar ruído de fundo — companheiros a falar, público — que é a condição de jogo.
- Passar à organização da linha defensiva, com a indicação a servir uma decisão real.
Regressões
- Reduzir a distância para 10 metros.
- Combinar previamente qual a indicação a dar, tirando a componente de escolha.